domingo, março 31, 2002

ai ai ai ai

tá chegando a hora

A cirurgia vai ser amanhã de manhã...

Que tudo corra bem...
Inté...

domingo, março 17, 2002

Hoje foi um bom domingo aqui em Guarapari, com um churrasco de aniversário do Carlos Alberto, que contou com presenças agradabilíssimas: Tuca, Bebete, Ravenna, Nagib e Henderson, entre outros.

quarta-feira, fevereiro 27, 2002

It´s been a long time...
Still in Guarapari, a few hours ago I had been rebuked by my doctor, Vera Akar...
Carlos Michiles chegou hoje de BSB.

domingo, fevereiro 17, 2002

Isso é só pra lembrar que ainda estou vivo, aqui em Guarapari, com um pouco de chuva, e muita esperança de que a cirurgia dê certo.

quinta-feira, fevereiro 07, 2002

E agora estou aqui com a Janaína querida e com o Sam, amigo da Jana que veio de Genebra pra conhecer o carnaval.

terça-feira, fevereiro 05, 2002

Estou muito feliz por ter reencontrado o meu amigo Luiz Paulo Albino.

quinta-feira, janeiro 31, 2002

Jabor, Estadão de ontem


Brasil sempre teve a 'cultura do desrespeito'


Agora, todo mundo entende de violência. É o que vejo nos jornais, revistas e nos papos de bêbados em bares. Todo mundo que tem o privilégio de ter projetos de vida, de construir futuro e família, acha que é diplomado em violência. É o chamado 'bom senso de gravata'. Por outro lado, quem vive além da segura fronteira entre a morte e a vida (única fronteira) fica mais quieto, descrente. Daqui a pouco, como uma explosão se perdendo no horizonte, o clamor público deve amainar. O Brasil é assim - maníaco e depressivo; depois da grita, vem o lamento, depois o esquecimento. Vamos ver se agora muda.

Ninguém consegue resolver nada porque os instrumentos de defesa pública estão engarrafados numa rede de burocracias, fisiologismos, leis antigas, velhos conceitos que são facilmente superados pela eficiência 'pós-moderna' dos traficantes e seqüestradores, diretamente ligados ao ato, ao fato, à instantaneidade do mal, favorecida pela ausência de freios éticos ou piedosos. A mesma instantaneidade narcísica do consumismo moderno atingiu os criminosos. 'Fast food, fast buy, fast fuck, fast love, (e, agora) fast crime'.

Eles têm a mesma vantagem dos terroristas. Muito lero-lero racionalista ocidental, cultura, ciência, democracia e, aí, chega um arabezinho maluco com uma bomba e arrasa o 'shopping center'. Quanto mais complicada a democracia e suas redes de proteção, mais protegido estará o criminoso. Quanto mais estrangeiro a nossos pudores, mais rápido o bandido - bastam a 'mão grande', a raiva acumulada, a ausência de esperança, de virtudes.

E continuamos a achar que há uma 'solução' que não é aplicada por falta de vontade, apenas. Continuamos a sonhar com um futuro de harmonia - um dia, conquistaremos uma harmonia funcional liberal: pobres em seus barraquinhos, riquinhos em seus barquinhos, virtudes de um lado e vícios do outro, 'playboys' nos Jardins e 'manos' na periferia, talvez ajardinada para ficar mais legalzinha, mais palatável, com casinhas pintadas. Basta dar uma voadinha de helicóptero pela periferia de São Paulo ou pelo Complexo do Alemão, no Rio, e ver que não há 'solução'. O labirinto de impossibilidades se soma ao labirinto de incapacidades, à falta de dinheiro, ao inferno dos interesses e tudo se paralisa, se aniquila diante da singeleza minimalista do crime, que sempre encontra uma brecha para entrar.

A verdade é que o Brasil sempre teve a 'cultura do desrespeito' à Lei. Nossa sociedade foi montada na transgressão à ordem, no horror à coisa pública, horror aos direitos da maioria; somos uma sociedade de contraventores, de maus pagadores, de sonegadores de impostos, de pequenos psicopatas 'light' do dia-a-dia, uma sociedade de malandros cariocas ou bigodudos paulistas espertos. Nossa violência é difusa, herdeira do escravismo, está nos quartos de empregada, no trato com os pobres, no egoísmo endêmico dos burgueses.

Nossa violência simbólica também é visível em toda parte; basta ligar a TV com controle remoto: clic, pastor evangélico sórdido engana desesperados, clic, jovem anda de quatro com biquíni fio dental, clic, feiticeiras rebolam as bundas, clic, ratinhos humilham aleijados, clic, mau gosto geral, grossura geral, clic, tudo cercado pelas maravilhosas mercadorias nos comerciais. Este é o caldo de cultura onde nasce a prática do desejo criminoso.


Horror à lei A verdade é que nunca tivemos amor à nossa polícia. Nunca amamos nossos policiais como os ingleses que se orgulham dos 'bobbies' e da Scotland Yard, como os americanos que louvam os heróis policiais em seus filmes. A polícia sempre foi tratada aos pontapés em nossa cultura.

Houve mesmo um tempo em que os marginais e criminosos eram vistos pela 'cultura crítica' como primos da 'revolução', como heróis coadjuvantes de Guevara ou então como galãs de um 'desbunde politizado', na base do 'seja marginal, seja herói'. Eram primitivos contestadores do 'sistema'. Vingadores da miséria. O 'mal' lutava pelo 'bem'.

Enquanto isso, os policiais eram os 'agentes do mal', agentes das elites, da propriedade privada. Assim, eram vistos pelos intelectuais: como fascistas e vendidos. E, pelos burgueses eram considerados incompetentes e inúteis cães de guarda, que não cumpriam seus deveres do extermínio de sangue. Até hoje vemos esta divisão: os exigentes brutais e os delicados. Os 'malufinhos' e 'afanásios' que berram: "ROTA na rua!" E os que falam em 'causas sociais'. Claro que ganhando merrecas entre nuvens de pó e sangue, partiram para a simbiose com bandidos...

Agora, surge uma nova sociedade feita de fome e 'funk', de rancor e desejo de consumo. E são estranhos frutos do desenvolvimento e da democracia. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, como um monstro Alien que se esconde nas brechas da tecnologia e da prosperidade. Não podem mais ser chamados de 'marginais', pois se constituem com contratos sociais, siglas e bandeiras. Surge um sujo país sangrento ao nosso lado, que pode levar à zonas dominadas, como na Colômbia. O paradoxo do progresso excludente gera ess a violência, antes invisível.

Há pouca inteligência objetiva na enxurrada de opiniões na imprensa. Uma exceção é o texto do coronel reformado da PM de São Paulo, hoje pesquisador do Instituto Fernand Braudel, José Vicente da Silva Filho: "Não podemos enfrentar o crime do século 21 com uma polícia do século 19. (...) Os governos consideram o policial como um funcionário qualquer, esquecendo que nenhuma função pública reúne tantos fatores estressantes como o trabalho policial. Sem investir na capacitação, em condições de trabalho, em salários decentes, direitos especiais como aposentadoria diferenciada, não se pode ter combatentes aptos contra o crime" (Veja).

Gente como ele, criada na linha de fogo, enxerga o óbvio: "É preciso se orgulhar da polícia, fortalecer a polícia." Esse cara devia ser chamado para consultas.
O problema é que o Romário brilha mais do que o técnico da seleção de futebol.

terça-feira, janeiro 29, 2002

Luiza e Pedroca
Meu amigo Luiz Augusto passou parte da tarde aqui em casa Altos papos, mas o pouco tempo sempre frustra um pouco.
colaboração da Flavinha:

segunda-feira, janeiro 28, 2002

Essa foi o Gino quem me mandou:
Militares de Israel se rebelam contra política de Sharon£
Jovens militares israelenses ameaçam a política do governo Ariel Sharon para a Palestina. Eles
publicaram hoje um manifesto em um jornal de seu país, anunciando a recusa de prestar serviço
militar na Cisjordânia e Faixa de Gaza. Segundo a Globonews, os militares alegam que não há
nenhuma relação entre as ações do exército contra os palestinos e a segurança de Israel. "O
único objetivo dessas ações é manter o domínio sobre o povo palestino. As ordens que recebemos
destroem todos os nossos valores morais. O preço da ocupação é a desumanização do Exército
e o aumento da corrupção na sociedade israelense", diz o manifesto. "Não continuaremos a lutar
pelo bem dos assentamentos e não prestaremos serviço militar nos territórios ocupados", acrescenta.O
abaixo-assinado teve grande repercussão hoje na imprensa de Israel. Hoje, um dos líderes do movimento
disse a uma rádio pública que neste fim de semana houve um aumento de militares que se recusam
a prestar serviço militar. A política de repressão de Sharon não é unânime entre os israelenses.
Pacifistas e partidos de esquerda acusam-no de exagerar na violência contra os palestinos.
Leia mais:» Atentado terrorista fere dezenas em Jerusalém» Galeria de fotos do atentado» Especial:
conflitos no Oriente Médio

sábado, janeiro 26, 2002

Longo papo com a Glynne e o Geoffrey.
Consegui descobrir a música bonita:
Na Paz
Tom Gm
Intro: Gm D Gm D Cm F Bb7+
Gm D Gm
Meu amor, onde está você
D
Te liguei só pra te dizer
Cm F Bb7+
Que ontem a noite foi boa demais
Gm D
Acordei e nem quis saber
Gm D Cm
Se hoje vou trabalhar, nem sei
Cm F Bb7+
Só queira ficar com você na paz
Cm F Bb7+
Que preguiça de levantar, encarar a cidade
Cm F Bb7+
Ter que rir para não...... chorar
Meu amor, que saudade!
Cm A Fm
Dá tristeza só de pensar
G
Pra que tanta maldade
Cm F
Meu amor, meu amor base Gm D Gm D Cm F Bb7+

Repete tudo
Em A D7+
Que preguiça de levantar, encarar a cidade
Em A D7+
Ter que rir para não...... chorar
Meu amor, que saudade!
Em C# Am
Dá tristeza só de...... pensar
B7
Pra que tanta maldade
Em A
Meu amor, meu amor

quinta-feira, janeiro 24, 2002

Borra de café combate Aedes aegypti

Melhor dos que os químicos organofosforatos, usados no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, a borra de café elimina larvas nos vasos e recipientes domésticos de água, sem colocar a saúde em risco. De acordo com uma pesquisa da Unesp, a cafeína afeta as enzimas responsáveis pelo crescimento e metabolismo do inseto, que também garantem sua resistência a inseticidas.

Hoje, quinta feira, Daio viajou e o Pedro meu afilhado veio almoçar comigo. Mais tarde passo na Otica Suiça pra pegar novos óculos..

quarta-feira, janeiro 23, 2002


E hoje reencontrei a minha querida Janet Helal pela Internet.
Ontem fui ao oftalmologista e saí um pouco frustrado, pois sei lá...o cara não me pareceu muito interessado , nem mostrou grandes possibilidades de melhora, como havia dito meses atrás; confio agora na Vera Acar, que disse que ainda vai melhorar...
+4 e +5 para perto e +1 e +3 para longe.

terça-feira, janeiro 22, 2002

Peggy Lee



Peggy Lee dies at age 81

Peggy Lee has died of a heart attack at her home in Los Angeles aged 81.

The singer had suffered ill health during a career that earned her a Grammy and an Oscar nomination.

She was best known for songs like Is That All There Is? and Fever.

During more than 50 years in show business, she recorded hit songs with the Benny Goodman band and starred on Broadway.

She collaborated with Sonny Burke on the songs for Disney's The Lady And The Tramp and was the voice for the song He's A Tramp (But I Love Him).

Her career began during a troubled childhood and endured through four broken marriages.

In 1956, she was cast as a boozy blues singer in Pete Kelly's Blues and was nominated for a supporting actress Oscar.

A diabetic, Lee was often troubled by weight and glandular problems. In 1961 she had double pneumonia during a New York nightclub engagement.

In 1976 she had a near-fatal fall in a New York hotel and she was again seriously injured in another fall in Las Vegas in 1987.

In early 1985 she underwent four operations to open clogged arteries, and while appearing in New Orleans in October 1985, she underwent double-bypass heart surgery.

segunda-feira, janeiro 21, 2002

FAMILIA SARNEY

.......Este texto foi escrito por Mauro Chaves e publicado no Estadão de 12/01/2002:
Antes de mais nada, a família Sarney exerce domínio absoluto sobre todo o
sistema de comunicação do Maranhão. É dona do principal jornal - O Estado
do Maranhão - e do principal sistema de rádio e televisão - o Sistema
Mirante e o Mirante Sat, que recebem o sinal da Rede Globo. Os outros dois sistemas
de TV mais importantes do Estado pertencem a correligionários e/ou
diletíssimos aliados da família, como é o caso do dono da Difusora (que
recebe o sinal do SBT), senador Édison Lobão, e do dono da TV Praia Grande
(que recebe o sinal da Bandeirantes), deputado estadual Manuel Ribeiro, há
oito anos presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão (onde a
governadora tem 36 dos 42 membros). Interagindo com o governo, num
processo de publicidade institucional massificada, intensa e constante,
os sistemas de comunicação
social maranhense exercem, com perfeição, um duplo papel. Primeiro é o de
manter um clima permanentemente festivo, com a divulgação diuturna das
promoções governamentais, dentro da estratégia de programação
político-espetacular denominada "Viva". Trata-se do seguinte: o governo
maranhense organiza, permanentemente, festejos públicos em diferentes
locais, com ampla concentração popular, tendo como pólo de atração artistas
famosos, danças, farta venda de bebidas, etc. Batiza-se a grande festa de
acordo com o nome do bairro ou da região escolhida: por exemplo, "Viva
Renascença!", ou "Viva Maiobão!", ou "Viva Liberdade", ou "Viva Bairro de
Fátima", ou "Viva Madre Deus", ou "Viva Anjo da Guarda". Certamente é uma
iniciativa inspirada na velha prática dos imperadores romanos, denominada
panem et circenses (embora sem panem, pelo que talvez mais apropriado fosse
denominar cachaçorum et circenses). O segundo papel fundamental do
integradíssimo sistema de comunicação controlado pela família Sarney
consiste em abafar tanto fracassos administrativos quanto irregularidades
apontadas ou investigadas - seja pelos Tribunais de Contas, pela Polícia
Federal ou pelo Ministério Público -, que acabam deixando de se tornar,
pela absoluta desinformação popular, objeto de pressão por parte da opinião
pública maranhense.....

sábado, janeiro 19, 2002

Líder do MST José Rainha é baleado no interior de São Paulo



O BRASIL SO VAI TOMAR JEITO NO DIA EM QUE CONDENAREM ESSES VERDADEIROS INIMIGOS DO PAÍS, QUE APELAM PRA IGNORÂNCIA, QUANDO NÃO CONSEGUEM SEUS INTENTOS. É ISSO AÍ, ESTOU FALANDO DOS FAZENDEIROS E BANQUEIROS, SIM.


Ontem teve mais um encontro da turma de Engenharia UFRJ 1971 no Pizza Park da Cobal Humaitá, sob o "comando" da Gloria, cada vez mais gatinha...
Esse é um grupo de pessoas que gostam de cinema e o nome ASANISIMASA eu tirei do filme 8 1/2 do Fellini, que no meu entender é um jogo com a palavra ANIMA (alma), do tipo língua do pê.

Sejam Bem-vindos.

sexta-feira, janeiro 18, 2002


Aqui vivem os prisioneiros dos EUA em Guantanamo

quinta-feira, janeiro 17, 2002

Nós precisamos de um Oriente que nos oriente.
Visite a página dedicada ao genial Chet Baker.

quarta-feira, janeiro 16, 2002

Trecho de uma entrevista com César Lattes, publicada no Diário do Povo (Campinas - SP) em 5 de agosto de 1996.
A entrevista na íntegra você encontra no site



O senhor é tido como um crítico de Einstein, não é mesmo?
César Lattes - Einstein é uma fraude, uma besta! Ele não sabia a diferença entre uma grandeza física e uma medida de grandeza, uma falha elementar.

E onde exatamente ele cometeu a falha a qual o senhor está falando?
César Lattes - Quando ele plagiou a Teoria da Relatividade do físico e matemático francês Henri Poincaré, em 1905. A Teoria da Relatividade não é invenção dele. Já existe há séculos. Vem da Renascença, de Leonardo Da Vinci, Galileu e Giordano Bruno. Ele não inventou a relatividade. Quem realizou os cálculos corretos para a relatividade foi Poincaré. A fama de Einstein é mais fruto do lobby dele na física do que de seus méritos como cientista. Ele plagiou a Teoria da Relatividade. Se você pegar o livro de história da física de Whittaker, você verá que a Teoria da Relatividade é atribuída a Henri Poincaré e Hawdrik Lawrence. Na primeira edição da Teoria da Relatividade de Einstein, que ele chamou de Teoria da Relatividade Restrita, Ele confundiu medida com grandeza. Na segunda edição, a Teoria da Relatividade Geral, ele confundiu o número com a medida. Uma grande bobagem. Einstein sempre foi uma pessoa dúbia. Ele foi o pacifista que influenciou Roosevelt a fazer a bomba atômica. Além disso, ele não gostava de tomar banho...

Então o senhor considera a Teoria da Relatividade errada? Aquela famosa equação "E=MC²" está errada?
César Lattes - A equação está certa. É do Henri Poincaré. Já a teoria da relatividade do Einstein está errada. E há vários indícios que comprovam esse ponto de vista

Mas, professor, periodicamente lemos que mais uma teoria de Einstein foi comprovada...
César Lattes - É coisa da galera dele, do lobby dele, que alimenta essa lenda. Ele não era tudo isso. Tem muita gente ganhando a vida ensinando as teorias do Einstein.

Mas, e o Prêmio Nobel que ele ganhou por sua pesquisa sobre o efeito fotoelétrico em 1921?
César Lattes - Foi uma teoria furada. A luz é principalmente onda. Ele disse que a luz viajava como partícula. Está errado, é somente na hora da emissão da luz que ela se apresenta como partícula. E essa constatação já tinha sido feita por Max Planck.

O senhor chegou a conhecer os grandes físicos naquela época em que esteve na Europa e nos Estados Unidos?
César Lattes - Conheci os irmãos Oppenheiner, o Robert e o Frank, que foram bons amigos meus. O Robert era mais um filósofo.

Mas foi ele que comandou o projeto da bomba atômica.
César Lattes - Sim. Ele coordenou a parte de Los Alamos, que produziu as primeiras bombas. Mas o Robert não era a favor da bomba. Ele se recusou a fazer a bomba de hidrogênio e foi colocado de lado por isso. Frank não era tão filósofo assim. Ele era mais pragmático. Ambos terminaram marginalizados por causa do macartismo, que perseguia esquerdistas nos EUA nos anos 50. Já o Enrico Fermi eu conheci superficialmente.


Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.

Jean Cocteau


Deu na Tribuna da Imprensa:


Em Israel, só faltam as câmaras de gás. A tortura lá já é oficial, legal, corriqueira. O Sérgio Dávila, da "Folha de S.Paulo", mandou de Nova York uma matéria terrível, contando como uma parte da imprensa norte-americana (jornais, revistas, televisões), não por acaso controlada por Israel, "defende a tortura como método de confissão dos suspeitos presos. A última adesão foi a do colunista Jonathan Alter, da revista semanal "Newsweek", a segunda maior do país, e comentarista da TV NBC: "É hora de pensar em tortura"."

segunda-feira, janeiro 14, 2002

Passeio até a Prainha e Grumari, café com a Angela (Mange).
Acho que esse ano vai ser bem melhor do que os últimos 5 anos...

domingo, janeiro 13, 2002

maannah is a very nice, lovely new friend i´ve got.
Jogo Legal


Alô CacoFarah, essa é pra você: o endereço para download do joguinho YAM, versão em português ou inglês: http://www.siliconaction.net/instyam.exe

Continuando com a série Música do Dia, mais uma vai pra minha querida Laura, nem sei se ela vai gostar dessa, mas pra mim tem tudo a ver: Look for a Star, com a orquestra de Billy Vaughn.

sábado, janeiro 12, 2002

Dario chega amanhã.
Música do dia : Young Love, com o Ray Conniff. dedicada à Laurinha Queirós.

Um site muito engraçado mostrando letras de músicas que parecem ser uma coisa, mas é totalmente diferente:

publicada por mauricio às

quinta-feira, janeiro 10, 2002

Qual é a música cantada pela Marina Lima, ex-Marina, futura Mahrinah ?, cujo arranjo foi chupado da música I´m Not In Love, com Ten CC ?
Um bom filme: Pão e Rosas - Ken Loach

quarta-feira, janeiro 09, 2002

Agora estou com o Miguel e a Fernanda para conversarmos sobre sites etc
Ontem fui com o Miguel e a Ana no teatro novo do leblon, onde já estivera pra ver oEle nunca disse que me amava, onde assistimos uma homenagem ao Milton Nascimento, por Luís Avellar e o Ricardo Siveira,com a participação especialíssima do Robertinho Silva. Sensacional!

terça-feira, janeiro 08, 2002

Few websites can claim to have radically changed the face of the wider web. Blogger is one site that has managed that.
Poucos são os websites que podem se gabar de terem mudado radicalmente a cara da grande web. O Blogger foi um dos que conseguiram tal proeza.By offering a simple route to "push-button publishing for the people" Blogger has given birth to a generation of weblogs, or blogs,
which simply wouldn't have existed otherwise.

Ao oferecer um simples método de editoração para o povão, o Blogger fez nascer toda uma enorme comunidade de weblogs, ou simplesmente blogs, que são sites que se desenvolvem feito um diário de bordo, geração esta que jamais teria surgido não fosse o Blogger. Along the way, it has helped make the world wide web a vastly more interesting place.

E assim, o Blogger contribuiu para que o mundo da Internet se tornasse ainda mais interessante.

A few years ago, home pages were almost universally dull, because creating them was a fiddle that made it just too tempting to post and forget. Most became sleepy relics.

Há poucos anos atrás, as home pages eram, em sua maioria, monótonas, pois era muito trabalhoso criar e manter a página com atualizações frequentes; muitos as lançavam e as deixavam esquecidas como relíquias adormecidas...


Then came Blogger and, suddenly, it was easy to create a dynamic, constantly changing website. The creative talents of people who otherwise couldn't be bothered with web authoring were set loose.

Até que surge o Blogger e, de repente, ficou fácil fazer páginas dinâmicas. E aí foi a liberação geral do talento criativo de cada um, permitindo que muita coisa interessante fosse escrita por novos talentos.


Adding a new entry to your online journal can take just seconds, takes little or no technical knowledge and is published - as it promises on the front page - at the push of a button. Evan Williams, one of its founders, is a contributor to the End of Free weblog (Endoffree) which suggests that one day we will have to pay for Blogger's usefulness. But, with new functionality being promised for the New Year, us regular users would happily stump up.

Para inserir um novo artigo no seu site (blog) toma apenas alguns segundos, exigindo nenhum conhecimento técnico de editoração, bastando apertar um botão, como se diz na publicidade do Blogger. Evan Williams, um dos fundadores do Blogger, é defensor do fim do blog gratuito...epa!!! depois continuo...

Neil McIntosh


Os outros eleitos pelo GUARDIAN:
GOOGLE, em primeiro;

Yahoo, em segundo;

Project Gutenberg (http://promo.net/pg/)

Multimap;

Ebay;

Amazon, em sexto.

O jornal The Guardian elegeu as sete maravilhas da web.
Sabe quem ficou em sétimo? O BLOGGER!!!

segunda-feira, janeiro 07, 2002

By 1973, Cat Stevens was again beginning to show signs of the strain of being a pop star, even if he didn't become physically ill. For tax reasons, he left the U.K. for a year and moved to Brazil, but he donated the money he would have paid in taxes to charity.

domingo, janeiro 06, 2002

almoço no couve-flor, dos melhores quilinhos do Rio.

sábado, janeiro 05, 2002

esse textotraduz bem a fragilidade masculina...



I'm not in love
So don't forget it

It's

just a silly phase I'm going through



And just because
I call you up
Don't get me wrong, don't think you've got it made
I'm not in love, no no, it's because..



I like to see you
But then again

That doesn't mean you mean that much to me


So if I call you
Don't make a fuss
Don't tell your friends about the two of us
I'm not in love, no no, it's because..



I keep your picture
Upon the wall

It hides a nasty stain that's lying there


So don't you ask me
To give it back
I know you know it doesn't mean that much to me
I'm not in love, no no, it's because..



Ooh you'll wait a long time for me
Ooh you'll wait a long time
Ooh you'll wait a long time for me
Ooh you'll wait a long time



I'm not in love
So don't forget it
It's just a silly phase I'm going through
And just because I call you up
Don't get me wrong, don't think you've got it made
I'm not in love
I'm not in love

sexta-feira, janeiro 04, 2002

I never thought I'd miss you

Half as much as I do

And I never thought I'd feel this way

The way I feel about you

As soon as I wake up any night any day

I know that it's you I need

To take the blues away



It must be love, love, love

It must be love, love, love

Nothing more, nothing less

Love is the best



How can it be

That we can say so much without words

Bless you and bless me baby

Bless the bees and the birds

I've got to be near you every night, every day

I couldn't be happy baby any other way



It must be love, love, love

It must be love, love, love

Nothing more, nothing less

Love is the best

quinta-feira, janeiro 03, 2002

oficina 22957572, só pra não perder o telefone.
oh no I said too much, I said it all,

I thought that I´ve heard you laughing...

quarta-feira, janeiro 02, 2002


BAIXA O PREÇO DO COMBUSTÌVEL


Para baixar o preço é preciso esvaziar o estoque antigo, mas que eu me lembre, na hora do aumento não se espera esgotar o estoque antigo.

segunda-feira, dezembro 31, 2001

Coincidência

color="#004000" size="3">Ontem eu publiquei um
comentário sobre o ano palíndromo, e hoje ao acordar e
ler a coluna da Cora, ela fez a mesma coisa...Pô, será
que cabeça de blogueiro funciona mais ou menos igual?



domingo, dezembro 30, 2001

Feliz 2002, o segundo e último ano palíndromo da nossa vida. (o outro foi 1991)

E agora foi a Cassia Eller quem nos deixa...

Fiquei muito mais triste do que eu podia imaginar, acordei algumas vezes na noite, com a notícia me martelando..

É a droga mais uma vez acabando com a gente.

E ontem, no almoço, a Isabela falou como ficou bonita Non Je Ne Regrette Rien, e eu fiquei até de procurar por essa música.

E ontem assistindo às cantoras do rádio, velha-guarda, ao Billy Blanco, aOs cariocas e Wanda, diante de um público pequeno, para tamanha festa, fiquei pensando " como as pessoas no Rio carecem de sensibilidade para ir assistir um espetáculo lindo musicalmente e de grande valor histórico. Essas pessoas precisam ser movidas pela mídia, não sabem o que estão perdendo, valorizam muito mais a moldura do que o quadro, preferem ser vistas como pessoas felizes e bonitas do que realmente ser bonitas e felizes. É p mundo onde a imagem vale mais do que a essência." Paciência...

sábado, dezembro 29, 2001

Dia de sol, muito abafado...e, após um banho legal, estou de volta, "if I was (sic) a sculptor,but then again, no! or a man, who makes potions in a travelling show",como canta o Elton John...


Revisitando velhos ditados





É dando.................................... que se engravida.

Quem ri por último..................... demorou pra entender.

Quem com ferro fere................... não sabe como dói.

Sol e chuva,............................... vou sair de guarda-chuva.

Quem tem boca vai.................... ao dentista.

Gato escaldado ........................ morre.

Quem espera,........................... quase sempre cansa.

Quando um não quer.................. o outro insiste.

Os últimos serão............................... desclassificados.

Carro a álcool,.......................... você ainda vai empurrar um.

Há males................................. que vem para pior.

Se Maomé não vai à montanha.............. vai à praia.

A esperança e a sogra.............. são as últimas que morrem.

Quem dá aos pobres,................ paga a conta do motel.

Depois da tempestade............... as doenças.

Devagar.....................................demoramuitopra chegar.

Antes tarde............................... do que mais tarde.

Boca fechada........................... não fala.

Águas passadas....................... já passaram.

Em terra de cego...................... quem tem um olho é sempre caolho.

Quem cedo madruga................. fica com sono o dia inteiro.

Divirta-se com os cartões de natal mais esdrúxulos (é com S ou X ?)


sexta-feira, dezembro 28, 2001

putaquiupariu!, o ano novo está chegando e eu sem perspectivas...
sinto que pra mim é o fim do mundo que está se aproximando...estou muito puto...
O Serginho está se revelando tão bom cronista em seu brand new blog , que estou quase abrindo mão de assinar jornal pra ler cronistas.

quinta-feira, dezembro 27, 2001


Às vezes nus
Às vezes loucos
Ora como sábios
Ora como tolos
Dessa forma eles aparecem na Terra:
Os homens livres

Igor com a vovó Janette, na festinha da creche.
"A indústria do Holocausto", por Lucas Mendes(*)
Norman Finkelstein é um obscuro professor de ciências políticas no Hunter College, em Nova York, mas seu livro está provocando uma tempestade na Europa. Chama-se "A indústria do Holocausto", da editora Verso. Nele o professor afirma que uma elite judaica nos Estados Unidos transformou o Holocausto numa indústria que vem explorando, com extraordinário sucesso, a tragédia judaica na Segunda Guerra.

Os pais de Norman Finkelstein sobreviveram aos campos de concentração e vieram viver no bairro de Brooklyn, em Nova York, onde receberam pensões do governo alemão. Ele diz que as indenizações aos judeus já foram pagas, mas infelizmente não às pessoas certas - os sobreviventes. Os advogados e os lobbies judaicos passaram - e continuam passando - a mão no dinheiro. Os sobreviventes, como os pais dele, não receberam nenhuma outra indenização. Só a do governo alemão.

O professor não nega a barbárie nazista, mas vai muito mais longe nas acusações "contra esta indústria que abusa e vulgariza o Holocausto". Norman Finkelstein qualifica como extorsão a cobrança que poderosos judeus estão fazendo a bancos e países europeus e acusa israelenses de explorar a vitimização para justificar suas violências e conquistas de terras no Oriente Médio. Como ele temia, o lançamento do livro sacudiu a Alemanha. O documentário não foi ao ar, a editora está sofrendo pressões de todos os lados para recolher o livro e sua entrevista coletiva em Berlim esta semana foi caótica. Esta é sua primeira viagem à Alemanha, onde está para lançar o livro.

Cercado de seguranças, Norman não escondeu seu nervosismo, mas não aceitou a acusação de que seu livro vai dar munição grossa à direita radical e aos anti-semitas. Ele disse que pensou neste argumento mas concluiu que é mais importante "acabar com a indústria do Holocausto e com a exploração do sofrimento dos meus pais e de tantos judeus".

Em vários países da Europa "A indústria do Holocausto" está na lista de best-sellers, mas na Alemanha, como aqui nos Estados Unidos, o livro foi recebido com críticas hostis. O historiador Michael Brenner, da Universidade de Munique, diz que o professor é "um anti-sionista patológico que vê a influência da conspiração israelense por toda parte". Os judeus - nem os alemães - não imaginavam que denúncias tão explosivas pudessem vir de outro judeu, filho de sobreviventes dos campos de concentração.

(*) Lucas Mendes é jornalista.

terça-feira, dezembro 25, 2001

Eu fiz esse teste besta e deu morango. Faça você também.


Take the
What Fruit Are You? test by webkin and aaronr!

E cá para nós, somente os muito hipócritas poderiam escolher outro.
BIN LADEN é o homem do ano.

segunda-feira, dezembro 24, 2001

O Guardian preparou um teste para ver o quanto você esteve ligado nas notícias do ano 2001.
Pena que é em inglês... publicada por mauricio às

sábado, dezembro 22, 2001

Ontem a Telemar/Velox não funcionou e hoje foi o provedor Terra quem não funcionou para o Rio.
A consulta com a Vera terminou cedo, antes da meia-noite...E hoje o Cezar pintou por aqui com a Vivi.
Só dei uma pequena saída pra ir no supermercado.

quinta-feira, dezembro 20, 2001

Tadinha da Argentina, não foi aceita nem na comunidade européia , nem na OEA...
ALIMENTOS BENÉFICOS:


CORAÇÃO: Soja, cebola, melão não podem faltar na alimentação de quem deseja mantê-lo tinindo por muitos anos. Acrescente itens de tons avermelhados: camarão, melancia e pimenta.


FÍGADO: Gergelim, salsa, ostra. A vitalidade desse órgão pode ser aumentada diariamente. Não esqueça dos alimentos azulados como moela de galinha e o repolho roxo.


PULMÕES: agrião, cenoura, canela, tangerina, uva, camarão, gema de ovo e mel. Todos garantem pulmões vigorosos. Inclua alho, leite e queijo.


PÂNCREAS: Abóbora, berinjela, cebola, ervilha, espinafre, banana, figo, carne de vaca, frango e mel. Inclua também todos os alimentos de cor amarelos como a banana.


RINS: Dê uma força ao funcionamento desse órgão consumindo: rabanete, cebola, brócolis, nozes, castanha, uva, camarão, fígado de galinha. Se puder adicione ao menu alimentos pretos, como a jabuticaba.


terça-feira, dezembro 18, 2001

Deux comédiens se rencontrent :

- Alors, qu'est-ce que tu deviens ?

- Eh! bien, je tourne avec Lelouch...

- Quoi ! Claude Lelouch !

- Non, Daniel Lelouch, son cousin. Même manière de filmer, même talent, mais moins cher, c'est tout. Ainsi je

côtoie Depardieu...

- Quoi ! Gérard Depardieu !

- Non ! Julien Depardieu, son cousin. Même manière de jouer, même talent, mais moins cher, c'est tout. La

musique du film est composée par Bardot...

- Quoi ! pas Brigitte, j'espère.

- Ben si. ...

Achkar
-------------------------------------------------------------------------------
The name Achkar gives you the desire to understand and help others with their problems but, at the same time, you can become too involved in their problems and, as a result, worry too much.
This name creates a pleasant, easy-going, yet responsible nature. It gives you a natural ability to express affection to those close to you, without feelings of embarrassment. You tend to avoid issues, however, and put off until tomorrow the things which should be done today.
Accordingly, you would find difficulty in achieving success in positions requiring aggressiveness and drive. Also, you prefer to avoid strenuous work of a manual nature.
Your natural inclination is to pursue a line of work where you have contact with people, where you carry some responsibility, and where you are engaged in mental rather than physical activity. You are diplomatic in your handling of people and always give others the benefit of the doubt. You appreciate good music and art. The health weaknesses created by this name affect the fluid functions
PIADA DE MAL GOSTO QUE ME FEZ RIR



Na quinta=feira a ABL prestou homenagem a figuras ilustres, com o Prêmio Paulo Carneiro.

Acontece que algum engraçadinho, dizem as mãs línguas que trata-se de um dos acadêmicos, rnviou cnvites a diversas personalidades, como se elas também tivessem sido indicadas para tal Prêmio.

E no final, a própria ABL acabou distribuindo umas medalhinhas simbólicas, para evitar um mico maior...

segunda-feira, dezembro 17, 2001

Dia de luz,

festa de sol

E eu morgando dentro de casa...

E ontem, domingo, fui ver 2 espetáculos espetaculares:

O primeiro foi o Cobertores, 150 apresentações, com o Grupo Étnico, excelente.

O segundo foi o último dia da Intrépida Troupe,cc comemorando 15 anos de existência, muito prazer, no João Caetano. Foi lindo demais, um sonho parecido com o circo do soleil, com a moçada voando por todos os espaços do teatro, podia ter mais musica, o final foi bem bacana, com um cheek to cheek, acho que era cheek to cheek, com a daçarina se soltando da bochecha do rapaz e saindo pro espaço, como um pássaro...emocionante!

domingo, dezembro 16, 2001

Ontem, sábado, depois de o Serginho pegar umas músicas pela internet (ele e a Ingrid passaram a tarde aqui em casa), fomos jantar no Severina, comida de primeiríssima do nordeste. Ao chegarmos de volta, recebi um e-mail do Darro, que mais parecia propaganda de alguma loja no Natal, e propaganda antiga pois nem me tratava com a intimidade com que hoje as enpresas nos tratam, olá Mauricio, como velhos camaradas; não, a carta do Darro iniciava sem nem ao menos um alô genérico.
Mas qual não foi a minha surpresa e satisfação com a exposição do Dario e pela foto genial da Heloisa, estrelando o cartão de natal, e com a participação do Gooffy, ou Goofy, sei lá, o enorme cachorro da Ju e do Duda.
Essa gracinha da foto é a Heloisa, filha do André Felicíssimo e da Claudinha, o cachorro é da Ju e do Duda, produção do Darro.
agora descobri como usar fotos neste blog, sem o perigo de as fptps desaparecerem em poucos dias: publico primeiro a foto no outro blog, o achkar.weblogger.com.br, e copio a foto daquele blog pra cá...
Você já conhece a BIENAL EXTRA? Não? Pois então vá e veja o meu querido Dario, supertalento que EU DESCOBRI (hahaha...) quando ele tinha apenas 5 anos de idade

sábado, dezembro 15, 2001

Agora estão aqui o Serginho e a Ingrid, que me trouxeram um presente muito legal...
e chove lá fora
sábado jururu...
céu branco e muito calor...
começo a rever meus antigos vídeos, feitos e casa...é emocionante, mesmo aquelas bobagens que parecem tempo perdido tse tornam interessantes e são muito curtidas após tantos anos passados...

quinta-feira, dezembro 13, 2001

GLOBO x SBT

Tem razão a Globo, ao afirmar em sua nota, que "a indústria brasileira de entretenimento só pode crescer se for baseada (sic) no respeito à lei e em princípios morais" que "a sociedade anseia por ética". É verdade. Como sabemos, é altamente moral e ético pagar as multas e assumir os processos judiciais de autores sob contrato, para que o SBT não possa contar com um único escritor; é extremamente ético comprar eventos para não exibi-los; aliciar contratados apenas para desorganizar os concorrentes ; como sabemos, é extremamente ético vender jornais à custa da desgraça de pais desesperados e de filhas seqüestradas. Tudo isto é altamente elogiável, é exemplar.
esta é a Maria de Lourdes
Quem diria...

Em meados da década passada, o jornal Financial Times perguntou a diversos setores profissionais da Europa o que, na opinião de cada um deles, aconteceria com a economia mundial nos próximos sete ou dez anos.

Sete ou dez anos depois, ao confrontar as previsões com o que de fato acontecera na economia mundial, o jornal inglês constatou que os campeões de acertos não haviam sido, como era de se esperar, os economistas, mas os lixeiros das grandes cidades européias
aqui estava um desenho muito bonito, que só agora descobri, é de autoria da Thais Lima...chato eu ficar sabendo por ela, que, com toda razão, ficou chateada pela não citação do autor...

quarta-feira, dezembro 12, 2001

Essa é uma boa

APRENDA ALEMÃO DE GRAÇA


Clique aqui


muito calor,,,
Pedro, meu afilhado está de parabéns pelo desempenho espetacular no vestibular da PUC, com notas quase 10 em Matemática, Inglês, Química, Física, Biologia e gabaritou em Física.
Mila chegou de Brasilia para inaugurar exposição no BNDS do Rio.
mais uma foto do querido Tomás, junto com a mamãe Paulinha, linda como sempre.

segunda-feira, dezembro 10, 2001


Sala vazia ganha o mais prestigioso prêmio de arte moderna na Grã-Bretanha












A obra vencedora do Turner Prize 2001

 








10 de dezembro, 2001

Às 7:51 AM hora de Brasília (0951 GMT)








LONDRES -- A estrela da música pop Madonna apresentou o Turner Prize, o mais prestigioso prêmio de arte contemporânea na Grã-Bretanha, que neste ano foi atribuído ao artista Martin Creed por uma criação "minimalista" - uma sala vazia.




Creed recebeu um cheque de 31.500 dólares pela obra, intitulada "227: As Luzes Se Acendem E Se Apagam".




Os jurados, liderados por Nicholas Serota, o diretor da galeria Tate Britain, de Londres, elogiaram a "força, o rigor e a sensibilidade" da obra, além da "audácia" de Creed em concorrer com um trabalho tão original.




Na fase final, a obra de Creed concorreu com outras três peças, incluindo um vídeo amador de um homem deitado numa cama; um filme mostrando dois caubóis homossexuais; e um corredor empoeirado e repleto de objetos.




A cerimônia de entrega do prêmio, transmitida ao vivo pela emissora de televisão Channel 4, teve como outro grande "destaque" os palavrões proferidos sem cerimônia por Madonna.




A linguagem fortemente explícita usada pela cantora levou a emissora a divulgar rapidamente um comunicado, pedindo desculpas a seus telespectadores.



(Com informações da Associated Press)






olha o mais novo componente da nossa família; a gente tem que ser coruja mesmo...
foto da Rayssa, para testar mais um recurso de inserção de fotos no blog.
Os blogs evidenciam uma coisa: a maior parte das colunas jornalísticas poderia ser escrita por qualquer cidadão medianamente informado.

domingo, dezembro 09, 2001

Ontem foi um dia memorável e sensacional, pelo jantar de comemoração de trinta anos de formatura.
Acho que vou escrevendo pouco a pouco a cada dia, devido a tanta emoção de uma só vez. Algumas notícias tristes, sobre a perda de alguns companheiros ainda me deixam triste, confuso e calado, lembranças passando...sei lá, acho que esta ainda não é uma hora boa para eu registrar aqui neste espaço toda a emoção do reencontro, que com o passar do tempo nos faz sentir hoje muito mais carinho pelos colegas do que na época de escola, quando nos reservávamos em nossos "escritórios".
Ontem foi um dia memorável e sensacional, pelo jantar de comemoração de trinta anos de formatura.
Acho que vou escrevendo pouco a pouco a cada dia, devido a tanta emoção de uma só vez. Algumas notícias tristes, sobre a perda de alguns companheiros ainda me deixam triste, confuso e calado, lembranças passando...sei lá, acho que esta ainda não é uma hora boa para eu registrar aqui neste espaço toda a emoção do reencontro, que com o passar do tempo nos faz sentir hoje muito mais carinho pelos colegas do que na época de escola, quando nos reservávamos em nossos "escritórios".
Acabo de receber do Luiz Cézae o seguinte texto, acusando professores de disseminarem via Internet, mapa falso do Brasil nos EUA. A conferir.o texto assinado por Paulo Sotero:

Professores espalham mapa falso da Amazônia via Internet



Washington - Em maio do ano passado, o site www.Brasil.iwarp.com, mantido o por ex-militares das forças armadas sob o sugestivo lema "Brasil, ame-o ou deixe-o", causou considerável celeuma ao publicar um mapa forjado mostrando que em 1816, quando os Estados Unidos tinham apenas 40 anos como nação independente, seus líderes já cobiçavam a Amazônia. Segundo milhares de mensagens que, na época, espalharam-se rapidamente pela Internet, o mapa constaria de um livro didático usado em escolas secundárias americanas, cuja existência também se comprovou falsa. O episódio chegou a provocar desmentidos oficiais em Brasília e Washington. Uma investigação informal conduzida pelo governo brasileiro chegou à origem da operação: oficiais de pijama ligados à direita nacionalista.

A história da internacionalização da Amazônia foi ressuscitada há duas semanas na Internet. Desta vez, o mapa é mais recente, a origem da teoria conspiratória parece ser a esquerda e a identidade dos espalhadores, senão dos autores, do boato eletrônico é conhecida: trata-se de professores universitários.

De acordo com mensagem que começou a circular na semana passada, os alunos ?da escola junior high? dos Estados Unidos estariam aprendendo que a Amazônia já não é mais compartilhada pelo Brasil e sete de seus vizinhos. A prova estaria no livro "An Introduction to Geography", de um certo David Norman. A mensagem não fornece a data de publicação ou o nome da editora do livro. Mas traz, como anexo, um fac-símile de uma única página da suposta obra, mostrando um mapa da América do Sul com vastas parcelas da Amazonia designadas como "The Former Int´l Reserve of Amazon Forest", ou seja, "a antiga reserva internacional da floresta amazônica".

A mensagem foi enviada sob o título "É o fim da picada!" a uma lista de mais de cem pessoas do mundo acadêmico pelo professor Paulo Ribeiro da Cunha, do Departamento de Ciência Política da Unesp-Marília. "Olhem o anexo e comprovem o que consta à página 76 do livro e vejam que os americanos já consideram a Amazônia uma área que não é território brasileiro, uma área que rouba território de oito países da América do Sul e ainda por cima com um texto de caráter essencialmente preconteituoso", escreveu o professor, no dia 14 de novembro.

Um pedido de esclarecimento sobre a origem do mapa feita for uma das pessoas que o receberam obteve resposta da mulher de Cunha, Meire Mathias. Em mensagem do dia 16, ela confirmou que seu marido distribuiu o e-mail para a lista. Mas Meire identificou o remetente original como Danilo Martuscelli, um pesquisador do Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas.

"O Paulo, meu marido, disse-me que não possui informações adicionais a aquela (sic) contidas na mensagem", escreveu ela. "O conteúdo da mensagem-denúncia é, ao nosso ver, intrigante e os destinatários que fizeram com que a mesma chegasse à nós são pessoas idôneas, preocupadas e comprometidas com o futuro do País e com a nossa imagem no cenário internacional".

Elas podem ser tudo isso. Mas são também pessoas que não parecem ter um mínimo de conhecimento da língua inglesa e do sistema escolar dos Estados Unidos ou a preocupação de verificar a autenticidade de informações sensíveis antes de passá-las adiante.


Os mistérios da língua inglesa
O simples exame do texto que acompanha o mapa revela que seu autor é brasileiro - um brasileiro que se julga conhecedor da língua inglesa mas comete erros crassos a cada duas ou três palavras que escreve no idioma de William Shakespeare. Fica patente que o texto foi pensado em português e vertido para o inglês, resultando num exemplo acabado do que alguns chamam de ?ingreis? ? o divertido dialeto das traduções literais e sem sentido que Millôr Fernandes consagrou no livro ?The Cow Went to the Swamp?, ou, em bom português, ?A Vaca foi para o Brejo?.

A primeira frase do texto que acompanha o susposto mapa da Amazônia internacionalizada comprova a falsidade da operação. "Since the middle 80´s, the most important rain forest of the world was passed to the responsability of the United States and the United Nations", diz o texto, numa língua que o autor supõe ser inglês mas é incompreensível para um americano. Trata-se de uma versão literal e sem sentido de uma frase capenga mesmo em português: "Desde meados dos anos 80, a mais importante floresta úmida do mundo passou para a responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas".

Alguns exemplos dos erros mais grintantes: meados, em inglês, é "mid" e não "middle". Fosse "middle", pediria a preposição "of". O verbo "to pass" tem vários significados em inglês, mas um deles não é "transferir", usado pelo autor. Mais: em inglês não se escreve "the most important rain forest of the world", mas "the world´s most important rain forest". E a expressão "the most important", usada aqui com o significado de "a maior", seria substituída por "the largest" por um americano - estivesse ele ou não interessado em roubar a Amazônia.

Os professores que espalharam o falso mapa poderiam ter também se dado ao trabalho de verificar a autenticidade do livro mencionado na "mensagem-denúncia". É um cuidado que se deve esperar de educadores idôneos preocupados com o futuro do Brasil. Uma consulta via internet ao catálogo eletrônico da Biblioteca do Congresso, (www.loc.gov), que registra todas as obras comercialmente publicadas nos Estados Unidos e em boa parte do mundo, comprovaria que o livro "An Introduction to Geography", de David Norman, não existe. Consulta adicional a qualquer site de pesquisa na Internet, confirmaria que a suposta obra não passa de invenção. Além disso, poderiam ter usado o bom senso e deduzido que, se o livro existisse, pelo alguns exemplares estariam disponíveis em algum lugar do planeta.

A informação segundo a qual tal obra estaria sendo usada nas escolas junior high contém uma pista adicional sobre a falsidade da informação. Essa designação foi abandonada na maior parte dos EUA nos últimos anos e substituída por middle school (sexta, sétima e oitava séries). Finalmente, por mais que os americanos possam cobiçar a Amazônia, é difícil imaginar que uma escola americana adotaria um livro ou um texto repleto de erros e escrito numa língua incompreensível.

O governo brasileiro tomou conhecimento dessa nova onda de boatos na Internet sobre a internacionalização da Amazônia. Segundo fonte oficial, a orientação é responder individualmente às centenas de ?denúncias? e pedidos de providência que chegaram ao Palácio do Planalto e ao Itamaraty, mas evitar um pronunciamento público, pois isso apenas valorizaria o que não passa de uma canhestra e rudimentar fraude intelectual.

Um diplomata brasileiro disse que os acadêmicos que alimentam teorias conspiratórias sobre a Amazônia fariam mais pela defesa da soberania nacional na região se, além de não espalhar boatos, ?se envolvessem no trabalho de processamento e análise das informações abundantes que o SIVAM começará a produzir sobre a Amazônia dentro em breve e que nós ainda não sabemos como será feito?. O SIVAM, ou Sistema de Vigilância da Amazônia, é o maior investimento público já feito no Brasil. Contratado no início do atual governo a um consórcio de empresas lideradas pela americana Raytheon, o projeto custou US$ 1,4 bilhão, e permitirá um maior conhecimento e controle da vasta região quando for ativado, no ano que vem.


Para téoricos da conspiração, fraude não desqualifica mapa ou sua distribuição
Danilo Enrico Martuscelli, um pesquisador da Unicamp, negou ser o responsável pela distribuição do mapa fraudulento. "Recebi essa mensagem de um amigo, que, por sua vez, não é a fonte original da mensagem", afirmou ele ao Estado. A possibilidade de se tratar de uma fraude não parece preocupar o pesquisador, que é ou foi bolsita da Fapesp. Segundo ele, isso não seria suficiente para desqualificar o mapa ou sua distribuição.

O advogado Carlos T. Haddad, da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, concorda. Haddad, que repassou o boato a centenas de congressistas pedindo providências, afirmou numa mensagem sobre o tema que ?se os mapas são falsos, se a notícia é falsa, isso não tem a menor importância, pois não se sabe que efeito possa ter causado na situação do Brasil?. Com a mesma desenvoltura com que espalha boatos pela Internet, Haddad sugeriu em mensagem subsequente distribuída a milhares de pessoas que brasileiros interessados em alertar internautas incautos que o livro e o mapa são falsos podem ser agentes da CIA, a agência de espionagem dos EUA.

Para ele, não há dúvidas. O suposto livro é a prova de que ?a Amazônia está cercada, sitiada por forças americanas, que garantirão a posse da região a qualquer hora dessas?. Em sua mensagem aos congressistas, Haddad afirmou que o livro inexistente ?explica a ?Operação Colômbia?, as tropas americanas (80 mil homens!) no Suriname, a apropriação da base aérea da FAB de lançamentos (de foguetes) em Alcântara, a intenção dos EUA de colocar um escritório da CIA na tríplice fronteira (Foz do Iguaçu) e a implementação de duas bases militares na Argentina, uma na Patagônia e outra próxima a Buenos Aires?. O advogado da OAB disse que a nação espera ação imediata de seus parlamentares, pede aos cidadãos que repassem a notícia falsa ?a todos os seus conhecidos? e conclama os jornalistas a divulgar ?esse absurdo para que a Nação se levante contra essa violência inominável?.

Martuscelli não chegou a tanto. Mas, numa primeira resposta a uma pergunta sobre sua autenticidade, feita por um dos membros da lista que inclui vários professores universitários, o acadêmico admitiu que leva boatos a sério. "Na condição de brasileiro, tenho que me alarmar com qualquer notícia, mesmo que seja boato, referente a qualquer tipo de investida dos imperialistas yankees contra a soberania dos povos latinos-americanos (sic)", afirmou ele em mensagem cheia de erros gramaticais.

Na explicação dada ao Estado, Martuscelli disse que, mesmo diante de prova de que o mapa é falso não vai se redimir e pedir desculpas, pois sabe que ?mesmo que esse mapa seja falseador (sic), não se pode esquecer que os governos norte-americanos, ao longo do século XX, praticaram uma ofensiva imperialista pelos quatro cantos do mundo". Martuscelli admitiu que, ao distribuir o mapa falso talvez tenha se precipitado. ?Mas isso não quer dizer que não devemos ficar atentos às investidas do Plano Alca contra a América Latina", afirmou.


Alca
O "plano Alca" refere-se à criação de uma Área de Livre Comércio das Américas a partir do 2005. O projeto projeto foi iniciado por Washington mas que é tão impopular entre os políticos dos EUA quanto nos meis acadêmicos brasileiros. A resistência à Alca é um dos obstáculos que o presidente George W. Bush enfrenta no momento para convencer o Congresso americano para aprovar o mandato fast track, que o Executivo necessita para negociar com credibilidade novos acordos comerciais. Sem o fast track, a Alca provavelmente fracassará ? por falta de apoio político nos EUA.

Martuscelli não explicou a relação que vê entre a suposta internacionalização da Amazonia e o "plano Alca". Nem o assunto parece estar entre suas preocupações mais imediatas. No momento, seu alvo intelectual é o que ele vê como uma indesejável tendência à moderação do Partido dos Trabalhadores. Segundo informação postada na Internet, em setembro, Martuscelli apresentou projeto de pesquisa ao IFCH da Unicamp com o objetivo de demonstrar como "as pressões da ordem burguesa, expressas pela lógica neoliberal (...), são capazes de condicionar o horizonte do PT, fazendo com que este abandone suas potencialidades revolucionárias.?

Paulo Sotero

sábado, dezembro 08, 2001

sexta-feira, dezembro 07, 2001

"Police, milice ! Flicaille, racaille !"
TESTE DE INTELIGENCIA


Faça agora o teste, clicando AQUI .

quinta-feira, dezembro 06, 2001

Se você tivesse que ser um quadro, que quadro você seria? É um teste muito babaca, mas na falta do que fazer, quem sabe? Para saber, faça o The Art Test.
While my guitar gently weeps



I look at you all see the love there that's sleeping
While my guitar gently weeps
I look at the floor and I see it needs sweeping
Still my guitar gently weeps
I don't know why nobody told you how to unfold your love
I don't know how someone controlled you
They bought and sold you.



I look at the world and I notice it's turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps
I don't know how you were diverted
You were perverted too
I don't know how you were inverted
No one alerted you.



I look at you all see the love there that's sleeping
While my guitar gently weeps
Look at you all . . .
Still my guitar gently weeps.

Foi aprovado o projeto que retira a imunidade parlamentar sobre crimes comuns. A imunidade tem sido usada para proteção de atitudes escusas e criminosas dos parlamentares, que se consideram acima da lei.

Votos a favor 412 , 9 contra e 4 se abstiveram..


Temos que tirar esses sujeitos que votaram contra, na próxima eleição (os treze) inclusive os que ficaram em cima do muro, pois nesse caso, quem se omite se coaduna com a impunidade.


São eles:


Almir Sa (PPR-RR)
Jurandir Juarez (PMDB-AP)
Alberico Filho (PMDB-MA)
Reginaldo Germano (PFL-BA)
Bonifácio de Andrada (PSDB-MG)
Jose Militão (PTB-MG)
Eurico Miranda (PPB-RJ)
De Velasco (PSL-SP)
Jose Gomes da Rocha (PMDB-GO)
Olavo Calheiros (PMDB-AL)
João Magalhães (PMDB-MG)
Mauro Lopes (PMDB-MG)
Wigberto Tartuce (PTB-DF)


Esperamos que este e-mail passe por todos os Estados, e que as pessoas guardem o nome destes indivíduos, para que NÃO sejam mais eleitos e nem votados .


O futuro do país depende do nosso voto e das pessoas que vão nos representar.


Hoje foi o último dia da exposição da Mila e teve show do Bate-latas, grupo de Campinas, muito legal.
Pela manhã o Gino ligou avisando do chá de bebê no domingo.

quarta-feira, dezembro 05, 2001

"Doze anos de neoliberalismo no Brasil"
Oba, Oba! - (banqueiros)
Snif, snif... - (o resto)
-É preciso de que todos tenham consciência , sem que para isso sejam lembrados constantemente, de que somos a maior nação africana fora da África, (Marco Maciel falou. E disse.)
- Tenho absoluta noção das críticas que Cuba e o governo cubano recebem todos os dias de grande parte da imprensa. Mas vou dizer: obrigado, Fidel Castro, obrigado por vocês existirem. A velhice é implacável, debilita nosso corpo e enruga a pele, mas a traição das idéias é pior, porque enruga a alma. Embora seu rosto esteja marcado por rugas, Fidel, sua alma está limpa, porque você nunca traiu o interesse do seu povo,(palavras de Lula, ontem, em Cuba, dirigidas a Fidel Castro)
Além disso, Lula criticou a maneira como os EUA estão conduzindo a criação da ALCA, ao dizer que o projeto não se preocupa com a redução das desigualdades sociais, e condenou o embargo comercial imposto pelo governo americano a Cuba, que é uma sacanagem que , na minha opinião (Mauricio) deveria ser motivo para protesto conjunto de todos os outros países da América Latina.

terça-feira, dezembro 04, 2001

Mais uma lista dos melhores filmes franceses de todos os tempos.
Observe que Jacques Demy está com 3 filmes na lista de 79, (Lola, Les Parapluies de Cherbourg e Une chambre en ville, o mais injustiçado filme de todos os tempos, na minha opinião). Para ver a lista clique AQUI:.


Pensamento do dia....

"Se saires de casa e notares que um pombo cagou em sua cabeça,

relaxes,

pense na perfeição da Grande Mãe Natureza,
que deu asas aos pombos e não as vacas...!"

segunda-feira, dezembro 03, 2001

Essa é uma dica que a Evelyn me mandou e que achei da maior utilidadep
1)QUANDO VOCÊ PRECISAR DO SERVIÇO 102, QUE CUSTA R$ 

2,05, LEMBRE-SE
QUE AGORA EXISTE O CONCORRENTE QUE COBRA APENAS R$
0,27 POR
INFORMAÇÃO.

FONE : 0300-789-5900
Saiba dos seus direitos
Você sabia disso ?!

2)ECONOMIZE NAS LIGAÇÕES
Existe um serviço já disponível para SP e RJ de
ligação gratuita de
telefones comuns para telefones comuns. Como
funciona:

De qualquer orelhão ou tel. Comum, discar 0800-900801

Automaticamente você ouvirá a mensagem do patrocinador
da sua
ligação. Após isso, ele pedirá para digitar o DDD e o
número a ser
discado.

Esta ligação poderá ser feita para qualquer lugar do
Brasil.
O tempo de duração é de 1:30 min.

PS1: As ligações devem partir de São Paulo ou Rio,
ainda não estando
disponível para outras regiões.
PS2: Não é aceito ligações para celulares.

3)ECONOMIZE NOS CORREIOS

Se você tem por hábito utilizar os Correios,
para enviar correspondência, observe que se você
enviar algo de pessoa
física para pessoa física, num envelope leve, ou
seja, que contenha
duas
folhas mais ou menos, para qualquer lugar / Estado, e
bem abaixo do
local
onde você coloca o CEP escrever a palavra Carta
Social, você pagará
somente
R$ 0,01 por ela.
Isso está nas Normas afixadas nas agências dos
correios, mas é claro
que
não está escrito em letras graudas.

A mesma carta, caso você não escreva Carta Social,
conforme explicado
acima, custará cerca de R$ 0,27.

Agora imaginem no Brasil inteiro, quantas pessoas
desconhecem este
fato e pagam valores indevidos por uma carta pessoal
diariamente.


Um QUIZ sobre cinema. Hoje o assunto é MUSICAL (pena que seja em inglês)
Um site que descobri chamado Forget Hollywood é bem interessante para quem ainda não se deixou levar pela maneira babaca como o cinemão americano nos trata; comoimbecis, que precisam ser avisados da hora de rir, da hora de chorar, da hora de sorrir...

sábado, dezembro 01, 2001

River Of Tears lyrics:


It's three miles to the river
That would carry me away,
And two miles to the dusty street
That I saw you on today.

It's four miles to my lonely room
Where I will hide my face,
And about half a mile to the downtown bar
That I ran from in disgrace.

Lord, how long have I got to keep on running,
Seven hours, seven days or seven years?
All I know is, since you've been gone
I feel like I'm drowning in a river,
Drowning in a river of tears.
Drowning in a river.
Feel like I'm drowning,
Drowning in a river.

In three more days, I'll leave this town
And disappear without a trace.
A year from now, maybe settle down
Where no one knows my face.

I wish that I could hold you
One more time to ease the pain,
But my time's run out and I got to go,
Got to run away again.

Still I catch myself thinking,
One day I'll find my way back here.
You'll save me from drowning,
Drowning in a river,
Drowning in a river of tears.
Drowning in a river.
Feels like I'm drowning,
Drowning in the river.
Lord, how long must this go on?

Drowning in a river,
Drowning in a river of tears



Deu no JB


Arquiteto da ponte pop com o Oriente


TÁRIK DE SOUZA



No caldeirão de egos dos Beatles, o sóbrio George Harrison passava quase batido entre o nerd Ringo Starr, o papo-cabeça de John Lennon e o mel melódico de Paul McCartney. Ainda assim, ele emplacou na fase dos Fab Four nada menos que Taxman (Revolver, 1966), While my guitar gently weeps (The Beatles, 1968) e os dois petardos do disco Abbey road (1969), Here comes the sun e Something. Esta última foi considerada por Frank Sinatra (que odiava música pop) ''a mais bela canção de amor já escrita''. Ray Charles a gravou, em outra homenagem ao talento do autor.
Isso sem contar temas de menor repercussão, como If I needed someone e Think for yourself (ambos de Rubber soul, de 1966) e For you blue de Let it be (1970). Discreto mas inquieto, Harrison foi um dos primeiros ídolos do rock a flertar com o futuro dos chips no LP Electronic sound, de maio de 1969, onde ele utiliza um sintetizador Moog. Também foi o primeiro beatle a gravar fora do quarteto um ano antes, na trilha do filme Wonderwall (título da canção mais famosa do grupo beatlemaníaco Oasis, quase 30 anos depois), que atingiu o posto 49 da parada americana. E seu álbum triplo All things must pass, de dezembro de 70, logo após o fim dos Beatles, relançado este ano, chegou ao primeiro lugar nos EUA.

Plágio involuntário - O que parecia ser a decolagem de uma turbinada carreira individual quase significou a queda definitiva. O hino místico My sweet Lord, locomotiva do megalançamento (recheado de superstars como Eric Clapton, Billy Preston, Ringo Starr, Gary Brooker, Ginger Baker, um Phil Collins ainda incógnito, além de uma parceria e uma inédita de Bob Dylan) foi acusado de plágio da música Hes so fine, gravada em 1963 pelo grupo The Chiffons.

O desgaste do longo processo onde ele seria considerado culpado - com a atenuante do ato involuntário - pode ter minado a autoconfiança do ex-beatle como criador. Ainda assim, a carreira solo do arquiteto da ponte pop com o Oriente (na aproximação com a música e os gurus indianos) teve outros pontos altos, como o disco Living in the material world (1973), de onde sairia o megahit pacifista Give me love (give me peace on Earth), e Cloud nine (1987), produzido por Jeff Lynne da Electric Light Orchestra, um discípulo do som beatle, com participações de Elton John (outro seguidor), Eric Clapton, Gary Wright e Jim Horn.

O tímido GH sempre precisou de uma pequena ajuda dos amigos, como no Concerto para Bangladesh, de 1971, ao lado de Bob Dylan, Ravi Shankar, Leon Russell e Ringo Starr e no grupo all star The Travelling Willburys (lançado sem o nome dos participantes), ao lado de Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison, em 1987. Com a morte deste último no ano seguinte, o grupo acabou. E com o desaparecimento de Harrison, The Beatles, os maiores da história, fecham em definitivo a cortina do passado.


Goodbye, George


I'm shouting all about love
While they treated you like a dog
When you were the one who had made it so clear
All those years ago

I'm talking all about how to give
They don't act with much honesty
But you point the way to the truth when you say
"All you need is love"

Living with good and bad
I always looked up to you
Now we're left cold and sad
By someone, the devil's best friend
Someone who offended all

We're living in a bad dream
They've forgotten all about mankind
And you were the one they backed up to the wall
All those years ago
You were the one who imagined it all
All those years ago..

(All those years ago)

(All those years ago)

Deep in the darkest night
I send out a prayer to you
Now in the world of light
Where the spirit free of lies
And all else that we despised

They've forgotten all about God
He's the only reason we exist
Yet you were the one that they said was so weird
All those years ago
You said it all though not many had ears
All those years ago
You had control of our smiles and our tears
All those years ago..

All those years ago ...

All those years ago ...

All those years ago ...

sexta-feira, novembro 30, 2001

Give Me Love

George Harrison


{Refrain}
Give me love, give me love

Give me peace on Earth

Give me light, give me life

Keep me free from birth

Give me hope to help me cope

With this heavy load

Trying to touch and reach you

With heart and soul


My Lord

Please

Take hold of my hand

That I might understand you

Won't you please, oh won't you


{Refrain}


My Lord

Won't you please, oh won't you


{Refrain x 2}

E hoje se foi um cara que eu sempre gostei, pela musicalidade, pela sensibilidade, o meu beatle preferido: George Harrison.



My Sweet Lord



My sweet Lord

Mm, my Lord

Mm, my Lord


I really want to see you

Really want to be with you

Really want to see you, Lord

But it takes so long, my Lord


My sweet Lord

Mm, my Lord

Mm, my Lord


I really want to know you

I really want to go with you

Really want to show you, Lord

That it won't take long, my Lord Hallelujah


My sweet Lord Hallelujah

Mm, my Lord Hallelujah

My sweet Lord Hallelujah


I really want to see you

Really want to see you

Really want to see you Lord

Really want to see you Lord

But it takes so long, my Lord Hallelujah



My sweet Lord Hallelujah

Mm, my Lord Hallelujah

My my my Lord Hallelujah


I really want to know you Hallelujah

I really want to go with you Hallelujah

Really want to show you, Lord Ahh

That it won't take long, my Lord Hallelujah



Mm, mm Hallelujah

My sweet Lord Hallelujah

My my Lord Hallelujah


Mm, my Lord Hare Krishna

My my my Lord Hare Krishna

Oh, my sweet Lord Krishna Krishna

Ooh, ooh Hare Hare



Now, I really wanna see you Hare Rama

Really wanna be with you Hare Rama

Really wanna see you, Lord Ahh

But it takes so long, my Lord Hallelujah


My Lord Hallelujah

My my my Lord Hare Krishna

My sweet Lord... Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare, Guru Rama, Guru Vishnu, Guru Deva, Hare Shwara, Guru Sasha, Hare Andara, Tashna Shrivi, Guri Nava, Hare Rama, Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare

A letra de música mais bonita do ano:


A Moça do Sonho



Súbito me encantou

A moça em contraluz

Arrisquei perguntar: quem és?

Mas fraquejou a voz

Sem jeito eu lhe pegava as mãos

Como quem desatasse um nó

Soprei seu rosto sem pensar

E o rosto se desfez em pó

Por encanto voltou

Cantando à meia-voz

Súbito perguntei: quem és?

Mas vacilou a luz

Fugia devagar de mim

E quando a segurei, gemeu

O seu vestido se partiu

E o rosto já não era o seu

Há de haver algum lugar

Um confuso casarão

Onde os sonhos serão reais

E a vida não

Por ali reinaria meu bem

Com seus risos, seus ais, sua tez

E uma cama onde à noite

Sonhasse comigo

Talvez

Um lugar deve existir

Uma espécie de bazar

Onde os sonhos extraviados

Vão parar

Entre escadas que fogem dos pés

E relógios que rodam pra trás

Se eu pudesse encontrar meu amor

Não voltava

Jamais

Roda Viva, volta inteira





José Fernando Peixoto de Azevedo *
Oficina de Informações. Brasil, agosto de 2001.







Cambaio, musical de Chico Buarque e Edu Lobo, ajuda a entender como o processo de alienação feito pela indústria da cultura no Brasil fez um circuito completo desde os anos 70.

Chico Buarque e Edu Lobo são mestres da chamada MPB; verdadeira unanimidade os acompanha, e é justo que assim seja. O musical é um gênero recorrente na parceria; que se lembre, para ficar em um único exemplo, de O Grande Circo Místico, montado pelo Teatro Guaíra, de Curitiba, nos anos 80. No caso de Chico, a ponte entre música e teatro é antiga. Já em 1967/68, Chico escreveu Roda Viva, que fez época como uma das montagens mais famosas dirigidas por Zé Celso Martinez Correa, paralelamente ao trabalho do Teatro Oficina.


O reencontro de Chico e Edu Lobo em mais um musical -- Cambaio -- cercou a produção de expectativas. O espetáculo ainda tem roteiro dos festejados Adriana e João Falcão -- a dupla de A Máquina, entre outros. João está também na direção geral e trouxe para a direção musical Lenine. O time é de estrelas e as qualidades já reconhecidas por público e crítica. Cambaio tem já posição de destaque na retomada atual do gênero musical entre nós. Por isso mesmo, não bastaria enumerar aqui elogios repetidos ao conjunto, sem levar em conta os problemas que comprometem a sua composição.



Uma volta inteira


Roda Viva era uma comédia musical e seu tema a fabricação e destruição de ídolos "populares" e os processos de alienação numa indústria do consumo em franco desenvolvimento. De lá para cá, não apenas a música de Chico mas o país de que ela fala mudaram. Se esse não é propriamente o tema de Cambaio, digamos que os resultados daqueles desenvolvimentos estão todos aqui, tanto em cena como na platéia. Lá, o ídolo ainda tinha nome, ainda que descartável. As mudanças designavam mudanças reais, também de público, de que davam notícia os meios narrativos mobilizados pela dramaturgia. Em Cambaio, a identificação, se existe, é sem nome. Seu sinal é o do indicador: o Cara. A fetichização promovida pela indústria da cultura, digamos, deu a volta inteira.


Na peça de 67, estava em jogo a avaliação de uma trajetória político cultural, em que formas progressistas de arte caíam na roda viva da indústria cultural. A adesão do público à idéia ou à encenação, respondia a esses deslocamentos. O teatro musical, então retomado, remanejava o sentido do teatro de variedades e tinha parte com o melhor teatro político produzido entre nós. A política e o sonho de Cambaio são de outra espécie. E a retomada do musical, hoje, embora não esconda a fisionomia do país, põe em cena outras escolhas. A depender do ponto de vista, "cambaio" pode ser trôpego, mas também marginal. Mas vamos à peça.



De um sonho a outro


Quem a viu e ouviu o último disco de Chico Buarque, Cidades, lembrará, por associação, daqueles versos que perguntam: "Que sonho é esse de que não se sai/E em que se vai trocando as pernas/E se cai e se levanta noutro sonho". Esse poderia ser um bom mote para Cambaio. Essa espécie de turbulência intelectual e afetiva é tema e leitmotiv da peça. Sua ênfase, no entanto, recai sobre o problema da afetividade desencontrada. Com isso, duas linhas se estabelecem na composição do espetáculo. De um lado, temos em cena um triângulo amoroso, que só existe nos sonhos dos amantes, juntando um astro pop (o Cara), um cambista (o Rato), e uma fã (a Bela). De outro lado, temos as canções que tematizam o triângulo, ou os sonhos.


A dramaturgia aposta em um enredo frouxo, sugerindo que, por se tratar de sonho, a descontinuidade é sua adequação. Para essa dramaturgia não interessam processos. A estrutura que arma desautoriza um "antes" ou "depois". Tudo é presente e repetição, que se aproveita do jogo de sonhos reincidentes. Um personagem sonha com o outro, e tudo se passa como se sonhassem o mesmo sonho, num lance de interposição de situações e desejos, em clima de sideração recíproca. A cena, de sua parte, buscará tirar conseqüência dessa ciranda que a dramaturgia forja.



Adentrar a neblina


De início não é nítido o que de fato está em jogo. A confusão inicial pede, no entanto, envolvimento. Não é o gesto de limpar o vidro embaçado o que a cena pede, mas o de adentrar a neblina. O funcionamento do sonho é o do triângulo amoroso: os mecanismos de arbitrariedades do jogo de amor se confundem com os mecanismos de "liberdade do sonho". Daí a pergunta: quem sonha, afinal?


Entre os sonhadores apaixonados, um deles é um astro pop, o Cara, que acorda de um sonho para dar início ao seu show. Nada sabemos dele, apenas deduzimos de suas pernas de pau como que mecanizadas a sugestão de uma figura maquinada, desumanizada. Endeusada, mas cambaia. A música que canta, uma espécie de rock, em parte ininteligível pelo arranjo, fala de uma moça a quem se procura. O Cara encena tal procura. Como o show traz tudo para o plano do imaginoso, nada precisa ser real. Neste caso, a procura pode ser também a do astro por uma fã -- com quem sonhava -- perdida na platéia: "Procuro moça, que me deixe cambaio/Me fervendo na veia/Desejo moça prestes/A transformar-se em flor/A se tornar um luxo/Pro seu novo amor/Moça que vira bicho/Que é de fechar bordel/Que ateia fogo às vestes/Na lua-de-mel".



Estuporador da ilusão



O outro sonhador é Rato, um cambista apaixonado por uma fã alucinada pelo Cara. Ele sonha com ela desde o dia em que esta apareceu à procura de ingressos, como que em sonho. Ele, que tem sempre o "último ingresso" de uma "lotação esgotada", consentirá em presenteá-la, depois de muita insistência e alguma sedução, esperando em troca, ao menos, um beijo. Para a canção, ele é alguém "levando o terror/Do parking ao living/Do shopping center ao léu/Do cano de esgoto/ Pro topo do arranha-céu". Uma espécie de "Rato de rua/Aborígene do lodo/Sobrevivente/À chacina e à lei do cão/Saqueador/Da metrópole/Tenaz roedor/De toda esperança/Estuporador da ilusão". A quem diz o poeta: "Ó meu semelhante/Filho de deus, meu irmão".


A moça é a Bela, que não pode pagar pelos ingressos do show, mas que possui táticas diversas para burlar os esquemas e aproximar-se de seu ídolo. Procurada, ela não está no que vemos: "Vejo fulana a festejar na revista/Vejo beltrana no pedaço/Divinas garotas/Belas donzelas no salão de beleza/Altas gazelas nos jardins do palácio/Eu sou mais as putas". Importa mais saber que ela "não abaixe a fronte/Que vai por onde quer/Que segue pelo cheiro/(...)/Que é de rasgar dinheiro/Marido detonar/Se arremessar da ponte/E me carregar".



A cena imita o sonho


A certa altura da peça, Cara e Rato se encontraram no sonho e cantam juntos seu amor por Bela. Sabem que a qualquer momento alguém vai acordar. Há uma espécie de confusão armada -- quem sonha e quem é sonhado? -, mas ao fim é Bela quem acordará. Logo ela, para quem existir "era um exagero". Segundo Rato, "nem precisava".


A combinação do espetáculo, e talvez o seu achado, não está entre sonho e realidade, mas entre sonho e sonho. Se aderimos a ele, qualquer ruptura é suspeita. Como a cena imita o sonho, ela não tem compromisso com "continuidades". O descontínuo tem parte com o incerto, daí o espetáculo realizar-se na forma de um dilema, a saber, ou acordamos com uma realidade fora do sonho, de cuja força participamos, ou aderimos ao sonho como uma cifra do não realizado, sem prejuízo de uma suposta poesia. O dilema, porém, pode se mostrar falso, e o espetáculo, se apresentar como a forma mais apurada de tal falsidade.


A encenação desagrega as partes, e faz dessa desagregação o seu movimento. A força do procedimento não é pequena, mas corre o risco de despistar. Seu sentido seria outro se, radicalizando a sugestão de que o sonho triplo seja a imagem de um eu tripartido -- talvez Bela -, a dramaturgia formulasse explicitamente a pergunta sobre quem sonha. Isso não implicaria algo exterior à fábula, mas faria com que, no jogo de espelhos que o espetáculo estabelece, o sonho de um qualificasse o do outro, e, sendo momentos de um mesmo sonho, explicitassem o seu sentido, seu funcionamento.



Lugar dos sonhos extraviados



Elementos para tanto estão no próprio material da peça, como na "Canção que existe": "Há de haver algum lugar/Um confuso casarão/Onde os sonhos serão reais/E a vida não/(...)Um lugar deve existir/Uma espécie de bazar/Onde os sonhos extraviados/Vão parar/Entre escadas que fogem dos pés/E relógios que rodam para trás/Se eu pudesse encontrar meu amor/Não voltava/Jamais".


As letras de Chico estabelecem uma constelação que deveria por em movimento a trama, mas que tanto a dramaturgia como a encenação optam por não aprofundar. Daí a distância tomada por dramaturgia e canção, duas linhas que divergem em cena. O diálogo é elaborado como cifra da incomunicabilidade entre os amantes. Ora, se o sonho funciona como o triângulo amoroso, talvez a comunicabilidade entre os sonhos seja falsa. A ênfase na repetição projeta os diálogos como momentos de uma mesma fala. A música, nesse caso, aparece falseada como solução, sugerindo um movimento que em cena não há. Por mais que se corra, dance e recite (sobre a estrutura metálica imitando as armações de suporte para a luz dos shows) não há propriamente variação de ponto de vista. Como a identificação de um ponto de vista fica por conta do espectador, e não é um problema assumido pela encenação, a sensação é de que não saímos do lugar -- qual?. Sensação, aliás, reforçada pela gestualidade repetitiva e repetida dos atores.



Gestos contra versos


A direção musical de Lenine parece levar a cabo as intenções da direção geral. A música de Edu Lobo, dizem, serviu de material a ser "desconstruído". Com isso, a cena afirma-se como um não-lugar, encontro de fusos musicais diversos. Se as canções denunciam um certo escapismo, que de tema tornou-se forma, é exatamente pelos arranjos de Lenine que essa forma se evidencia e realiza. Como no sonho triplo, a música de Lenine não convive com as outras. Ela pretende ser a simultaneidade de muitas outras.


Se a gestualidade dos atores casa à perfeição com essa "desconstrução", o mesmo não se pode dizer dos momentos em que as canções se impõem. Há um descompasso entre os gestos dos atores e os versos cantados, que denuncia uma ausência: o gesto das canções exige um gesto que nos falta. Essa falta não parece ser um problema para a encenação. A possível solidariedade entre versos e personagem rompe-se nos gestos do ator. Como no caso de Rato: elabora-se uma pretensa marginalidade, reforçada pela pose, sugerindo um filho classe média, de guitarra na mão, sonhando um dia ser mais um Cara, imagem que suprime as sugestões da canção que lhe serve de apresentação. O fato dos atores -- praticamente desconhecidos, escolhidos entre mais de 3.400 candidatos -- terem se revezado nos papéis durante os ensaios -- que poderia ter resultado numa gestualidade narrativa e compreensiva -, no conjunto contribuiu apenas para uma coreografia aparentemente sem objeto, que não fala de nada. Somada à música, sua apreensão é mais sonora que visual. Uma simultaneidade de elementos sobrepostos.



Por o chão nos pés


Esse mundo de "Sem Ingressos", de astros que se confundem com cambistas, a idéia de um show com "lotação esgotada" e a transição afetiva entre esses planos -- em uma "noite de dia nenhum", em um "tempo sem lugar" -- são imagens fortes, de que o triângulo amoroso parece uma redução, ao sugerir uma mobilidade ou impossível ou suspeita. Se a interrogação sobre quem sonha participasse do mecanismo da peça, o triângulo deixaria de ser uma mera "redução". Perceberíamos em sua forma o sentido das supressões que o sonho forja como ilusão -- "um tempo sem lugar", feito um "trem que anda sem passar", "há que por o chão nos pés".


A frouxidão da trama designa muito desses movimentos bruscos, de concessões imaginosas que na vida, para serem efetivas, exigem violência. Assim, a moça "prestes a transforma-se em flor" mas também capaz de "virar bicho" pode ser mais que uma menina casadoira, embora o casamento seja seu maior sonho. Sua proximidade com Rato, que é também uma aproximação calculada, pode ser amorosa e não só, a depender de que Rato falamos (o filho classe média ou o "estuporador da Ilusão", cambista, cambaio). Ao optar por uma metaforização mitigada, o espetáculo define sua mirada. A adesão do público à cena, em qualquer um dos casos, seria problemática, e daria sinal dos caminhos que toma a imaginação atual da platéia. Esta, sensível ao amor, abstrai quem ama, não levando em conta o fato de que, em cena, o amor é sempre construção. Como os personagens que vê, quer satisfazer-se no sonho, mas, à diferença dos primeiros, pôde pagar para (vi)vê-los.


As canções de Chico e Edu Lobo, embora denunciem a fraude de nossa atualidade, sobrevivem no espetáculo com sinal trocado. Como sempre, definir um ponto de vista é já determinar o seu lugar.





José Fernando Peixoto de Azevedo é dramaturgo e diretor da Cia. Teatro de Narradores.

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JOGOS INTERESSANTES

Descobri por aí um conjunto de joguinhos graficamente bem bonitos.
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quinta-feira, novembro 29, 2001

hoje descobri um recurso para inserir Comentários para os leitores do blog. Chama-se Snorcomments e estou tentando instalá-lo...

quarta-feira, novembro 28, 2001

Parabéns!!!
para Luana Rocha, minha sobrinha, que conseguiu passar de primeira no exame de motorista...

Le Monde Enchanté de Jacques Demy- de Camille Taboulay



par Michel Boujut.


Il y a des livres de cinéma qui sont comme des voyages amoureux dans une oeuvre. C'est ceux que je préfère parce qu'ils nous font voir et nous font entendre. Le Monde enchanté de Jacques Demy (éd. les Cahiers du cinéma) est de ceux-là. L'auteur, Camille Taboulay, nous y ouvre les portes de ce qu'elle nomme le "Demy monde". Sa rêverie sur une oeuvre avec laquelle elle entretient des rapports si étroits est ce que le cinéma de Jacques Demy a inspiré de plus intime et de plus élégant. C'est que, d'un bout à l'autre de son essai, elle a su rester synchrone avec les images, les couleurs et les musiques de celui qui, via son réalisme féérique, accordait sa vie à ses rêves, comme elle dit. Et donc ses rêves à ses films...
De l'enfant mélancolique de Nantes qui se bricolait des films, du cinéaste en état d'apesanteur, jusqu'au bout fidèle à lui-même, de ses espoirs fous, de ses désillusions cruelles, des coups de coeur et des coups de canif - elle saisit bien l'énergie créatrice. Tout est là, bien posé, précis, effusif et communicatif.

Camille Taboulay ne répertorie pas en experte-comptable les bonheurs que nous a fait partager Jacques Demy. Elle les éclaire, de l'intérieur, avec la bonne focale et la bonne lumière. Accompagnatrice d'une oeuvre, elle a feuilleté les petits cahiers où le cinéaste notait ses réflexions et ses projets. En juillet 1964, par exemple, au moment de l'élaboration des Demoiselles de Rochefort, il remarque : "Un film léger parlant de choses graves vaut mieux qu'un film grave parlant de choses légères."

Et notre essayiste d'aller chercher dans les dialogues des films les phrases où le ciénaste donne le sens et l'essence de son oeuvre. Celle-ci, en passant, dans Lola : "Vouloir le bonheur, c'est déjà un peu le bonheur..." Ou cette autre, écrite pour Les Demoiselles, mais qui n'y figure pas : "Il ne faut pas travailler pour vivre mais vivre pour aimer."

Fils de garagiste et maître en mécanique du récit, Demy n'exprime que l'essentiel, c'est à dire des sentiments, mouvements du coeur, mouvement de la vie. "Mes films, reconnaissait-il, sont déguisés, la couleur, la musique en masquent le pessimisme." Demy n'assène jamais rien, mais nous empoigne avec ses histoires dans les ports où tout le monde cherche tout le monde, sans toujours s'y retrouver. A la pointe de l'émotion, il filme comme Matisse peignait, "un Matisse qui chante", précisait-il.

Camille Taboulay accorde toute l'importance qui convient au film "maudit" de Demy, Une Chambre en ville, réalisé en 1982. "Cette fleur de sang", écrit-elle, fit forcément tache dans son jardin extraordinaire." De fait, le cinéaste et l'homme ne se remirent jamais tout à fait du rejet par le public de ce film qu'il portait en lui depuis vingt ans, pur mélodrame qui flambe et qui écorche, clé de toute une oeuvre.

terça-feira, novembro 27, 2001

Em tempo: eu havia escrito que todos mudaram muito fisicamente após mais de 30 anos, mas isto não vale para certas pessoas, como o Luis Bursztin, por exemplo, e, sobretudo, para a Glorinha, que continua a mesma gatinha de sempre, e com o mesmo temperamento...hahaha
Pois é.Ontem fui a um dos encontros preparatórios para as comemorações do trigésimo ano de formatura.
Incrível como pouco após meia hora o papo passa a rolar com a maior intimidade, e isso entre pessoas que, em sua maioria, mudaram completamente o visua; a gente lembra dos nomes das pessoas e também consegue reconhecer (pelos olhos, como disse o Astor); o problema é combinar o nome com a pessoa...jogo da memória interessante.
E, aos poucos, chope rolando...dá até a impressão de que ...parece que foi ontem...só que agora os assuntos são preparativos para o casamento da filha, por exemplo.
Curioso é que, após tanto tempo passado, a gente se dá de uma forma muito mais de coração aberto, totalmente desarmados...e assim as pessoas conseguem demonstrar o afeto entre si, coisa que não existia na época do Fundão, onde o que funcionava eram os "escritórios", pequenos grupos que se formavam em cada turma e que permaneciam fechados entre si...
Hoje estou muito pensativo, refletindo sobre a vida, the meaning of life, essas coisas que pintam em seguida a um acontecimento que marca a nossa vida...
volto mais tarde.

domingo, novembro 25, 2001

Em homenagem ao LE BAL:

Les plaisirs démodés - Charles Aznavour de Charles Aznavour :

Dans le bruit familier de la boîte à la mode
Aux lueurs psychédéliques au curieux décorum
Nous découvrons assis sur des chaises incommodes
Les derniers disques pop, poussés au maximum

C´est là qu´on s´est connu parmi ceux de notre âge
Toi vêtue en Indienne et moi en col Mao
Nous revenons depuis comme en pèlerinage
Danser dans la fumée à couper au couteau

Viens découvrons toi et moi les plaisirs démodés
Ton cœur contre mon cœur malgré les rythmes fous
Je veux sentir mon corps par ton corps épousé
Dansons joue contre joue
Dansons joue contre joue

Viens noyée dans la cohue, mais dissociés du bruit
Comme si sur la Terre il n´y avait que nous
Glissons les yeux mi-clos jusqu´au bout de la nuit
Dansons joue contre joue
Dansons joue contre joue

Sur la piste envahie c´est un spectacle rare
Les danseurs sont en transe et la musique aidant
Ils semblent sacrifier à des rythmes barbares
Sur les airs d´aujourd´hui souvent vieux de tous temps

L´un à l´autre étrangers bien que dansant ensemble
Les couples se démènent on dirait que pour eux
Le musique et l´amour ne font pas corps ensemble
Dans cette obscurité propice aux amoureux

Viens découvrons toi et moi les plaisirs démodés
Ton cœur contre mon cœur malgré les rythmes fous
Je veux sentir mon corps par ton corps épousé
Dansons joue contre joue
Dansons joue contre joue

Viens noyée dans la cohue, mais dissociés du bruit
Comme si sur la Terre il n´y avait que nous
Glissons les yeux mi-clos jusqu´au bout de la nuit
Dansons joue contre joue
Dansons joue contre joue



Essa dica é pra quem quer aprender mais sobre os blogs, e agora achei uma espécie de Manual dos Blogs, oficialmente chamado de Blog FAQ, uma criação de um cara chamado Ney, que disponibiliza conhecimentos para quem quiser, com base no espírito do Open Source. E, a partir de sugestões de leitores, ele vai buscar as informações que faltam. Por exemplo, ao ser perguntado como colocar um sistema de busca interna no blog, alguns dias depois ele já havia publicado essa dica, que ensina passo-a-passo como implementar essa ferramenta.
(Agora só falta eu dar uma parada e aproveitar essa e outras dicas dele, também...)


Telefonema captado pela agência Reuters nessa manhã:
- Alô?
- Quem fala?
- É o Bush!
- Fala negão...
- Quem fala?
- É o Bin Laden...
- Belê? Que me contas?
- Tenho uma boa e uma má notícia.
- Conte a boa!
- Vou me entregar!
- E a má?
- Vou de avião.

sábado, novembro 24, 2001

Ontem teve uma apresentação dos dois filhos do Baden Powell, um no violão, Marcel, outro no piano, Philippe, junto com a Carol Sabóia, a cada dia cantando melhor. Espetacular. Tudo lá no antigo Ricamar, agora reaberto como Espaço Baden Powell.

sexta-feira, novembro 23, 2001

Biography
Rebekka Armstrong



Rebekka Armstrong

Rebekka Armstrong grew up in a spartan home in the Mojave desert. A tomboy, she was a talented driver of desert racers and wanted to be a professional motorcross driver. But at 16, problems at home forced her out. She quit racing and dropped out of school. It was at the same age that Armstrong decided she wanted to pose for Playboy. A family friend with connections to the magazine arranged an interview with she eventually become Miss September 1986. Though she had the sexual admiration of men, Armstrong had a secret: She was bisexual. She picked up strippers, did drugs, and had boyfriends. She probably got AIDS at age 16, and the diagnosis several years later sent her into a destructive phase until her younger brother hid her drug of choice, speed. Jolted out of her descent, Rebekka changed her lifestyle, started taking care of her health, and decided to come out of the closet and tell kids that they can get HIV at a young age, like she did. With some funding from Playboy, she lectures at schools, sometimes having to endure protestors who think a playmate with AIDS is the wrong role model. But Armstrong knows she's doing the right thing and why. It's for the young women who might be in the situation she was in. There always might be one like her in the audience. "I don’t want her to be infected," Armstrong says, "I don't want her to be alone, either."
Essa é a Rebekka,que luta contra a aids..

quinta-feira, novembro 22, 2001

Pensamento genial do Millor:


Brasil País
do Faturo
O belo atrai o belo, o forte atrai o forte, o rico atrai o rico. Os miseráveis se agridem.